Fantasia

Confia no que não vê

Fotos fornecidas por Pexels

Parte 1

Ana Júlia, era o nome dela nascida em uma cidade grande mas com uma pequena vida. Sufocada pela periferia até os nove anos, quando sua mãe se separou de seu pai. Este pai que abusava de sua mãe constantemente. Abusos verbais, sexuais e físicos. Mas o maior abuso era o da alma triste e abatida. Ana Júlia irmã mais nova de Pedro, quatro anos mais velho e que lhe batia como um bruto, mas cuidava como um pai.

Depois de ter ido embora de casa com a mãe e irmão, e ter se mudado para uma cidade menor Júlia apenas queria chorar. Além de tudo aquele homem era seu pai. E ela então já não tinha as aspas de um lar. No entanto, mais valia a paz que a guerra.


Todos dias Júlia ficava em casa enquanto sua mãe trabalhava. O único local que ela podia ir era a escola e depois ela devia ir direto para casa, na verdade nem este direito de ir ou vir só ela tinha. Pelos poucos anos de idade apenas nove o que da vida ela podia entender? Para andar só. Nada isto era óbvio. O que ela tinha era a TV e suas bonecas, mas estás nem lhe chamavam atenção sua imaginação era a maior diversão. Nesta ela entrava em Universos mágicos, com príncipes e elfos encantados. Tudo que podia fazer, ela fazia para fugir da realidade. A verdade que o futuro dela não ia ser belo, mas tudo bem… tudo a iria ensinar a ser forte e diferente de muitos, ela brilharia mais que as estrelas nos céus. Como o Buzz Lightyear, ela iria ao ínfimo e além.

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