
Parte 4 – Vozes do medo
Huá’er, tinha as vozes do medo em seu coração. Ela sabia que ao completar vinte e mil anos, teria que lutar com seus tios mais velhos pelo trono do Submundo, e isto não era o desejo de seu coração. Para ela doía menos a perda de um amante no Mundo humano, que a luta entre seus tios pela coroa do Dragão. Esta luta não poderia acontecer nenhum um dia antes, nem um dia depois, está luta deveria ser no dia de seu aniversário este era o decreto do grande Rei Dragão.
Então, determinada não lutar fugiu para o Mundo humano, sem saber que o general Li, o homem cujo havia amado sua mãe estava a sua espreita a cada segundo, a cada momento, sem que ela mesma percebesse. Ele sabia que a guerra não a agradava, mesmo que tivesse um exército aos seus pés, mesmo que tivesse o melhor mestre ela invejava a vida humana. A vida humana era passageira, era feita de altos e baixos, mas também tinha paixão. A paixão movia o homem, e querer está paixão movia Huá’er a querer viver e ainda experimentar emoções que a vida lhe tinha a trazer. Então vestida como um homem, foi ao Mundo humano sendo observada de longe. Naquela noite, seu mestre decidiu que só a levaria de volta depois que ela tomasse todos os jarros de vinho que desejava. No mesmo momento em que a jovem se foi a beber, emissários do Céu desceram, até o Submundo, sabendo que aquela peleja pelo trono iria ocorrer, desejaram então ver. A comando do imperador, seu neto herdeiro iria o representar. Sua missão na verdade, era investigar se havia pontos de rebelião no lugar. O Rei do Submundo nada se agradou, mas já que não havia escolha, ele aceitou. O segredo do Rei, era profundo e nem mesmo o pai da princesa sabia, apenas o Imperador do céu e o Rei do Submundo entendiam tudo. O caso era complexo, o Rei do Submundo em si se revoltou, como o Imperador tinha direitos que ele mesmo não tinha, em seu coração a revolta foi forte já ele não desejava o poder do Céu, apenas que reinasse no seu próprio caos com sua mente conturbada por perder sua filha favorita. Quando ele perdeu sua filha, ele entendeu que nenhum poder poderia comprar o vazio da perda de uma pessoa amada. Mas o que poderia ter acontecido ? Em tudo as memórias do Rei vinheram e o consumiram, como a bebida consumia sua neta no reino humano.
