Contos

Flechas do Medo

Amargura 1/2

Naquele momento ambos se amaram, sobre a montanha nada fizeram, a não ser tocarem flauta e sorrirem por toda a noite. No dia seguinte, eles haviam seguido para seus reinos, com a promessa que se encontrariam em uma simples hospedaria na rua da feira. E assim fizeram dias após dia em um dado momento o príncipe construiu uma pequena e aconchegante cabana no meio da floresta para que esquecessem do tempo. Com todo amor que sentiam, esqueceram que ambos eram da realeza e que estavam a ser observados pela desconfiança de seus pais. Em uma noite depois de várias noites, eles trocaram seus votos e nesta mesma noite sobre a forte Lua. A semente na Fênix foi plantada. Após sua noite, o dia amanheceu e o príncipe ali não estava mais. Ao acordar, a Fênix, se sentiu traída e usada. Então o General Li apareceu e lhe disse que ele havia a deixado para se casar com outra. Em seu coração o General sofria em mentir, pois aquela era a mulher que ele amara desde sua infância, aquela era a mulher que jurara proteger até o último segundo de sua vida imortal. Mesmo que nunca a tivesse, nunca a faria sofrer. Está era a lealdade de um homem apaixonado. A Fênix não sabia que o príncipe havia sido convocado e obrigado a ir ao palácio real, para prestar contas de seu pecado. O pecado de um amor proíbido, sempre seria condenado com o fim de uma vida. Ambos não sabiam que seus pais, por um minuto concordaram em trabalhar juntos. Um com a mentira, e outro com a força do braço. Ao voltar ao Submundo, a Fênix descobriu sua gravidez e por todos os dias lançava uma flecha com suas emoções para o alto, para que onde ele estivesse a visse e a encontrasse, e todos os dias o General Li, cuidava dela como se fosse seu próprio ar a respirar. Mesmo se sentindo traída, no fundo ela não conseguia acreditar que seu amado iria a deixar algo deveria ter acontecido. Então um dia, ela se disfarçou de serva e escapou da vista do rei e do general, lhes dando ervas de dormir. Subindo ao Céu, conectou sua energia a da flecha, e a da espada, assim entrando despercebida com sua áurea negra camuflada. Então, seu coração se abateu ao ver seu amado com outra mulher, cujo também esperava em seu ventre uma criança. A cena de amor era forte, era como se tudo que ele havia lhe prometido tivesse sido esquecido por ele. Ao observar a cena, esperou anoitecer e foi até o palácio do príncipe. Por dentro a jovem Fênix chorava, mas por fora sua ira gritava. Ela não contava que ali no quarto quem a esperava era seu próprio pai que não havia adormecido e o Imperador dos Céus.
Fênix vermelha – Pai real ! O que faz aqui ?!
Rei do Submundo – Nenhum dos seus truques poderia me derrubar. Permiti que você tivesse um amor jovem até certo ponto! Mas quando enxerguei sua loucura, eu não pude permitir que você continuasse !
Fênix vermelha – A mesma loucura que você teve ao amar minha mãe ?
Rei submundo – Você não tem direito de proferir uma palavra sobre sua mãe! Os tempos são outros !
Fênix vermelha – Os tempos são outros, mas as pessoas sempre irão ter em si sentimentos a se manifestar!
Imperador do céu – Humanos sempre terão sentimentos a se manifestar! Não anjos e demônios!
Imperador do céu – Em seu ventre já está carregando a semente de sua loucura!
Está criança não é tirada de seu ventre, por ser meu neto real !
Fênix vermelha – Pai real ?! Concorda com isto tudo !?
Rei do Submundo – Sim! Está criança não foi arrancada de seu ventre, pois é uma criança real !
Fênix vermelha – Acaso esquecestes do passado ?
Rei do Submundo – Cale a boca !
Fênix vermelha – Pai real !
Rei do Submundo – O esqueça !
Imperador do céu – Mais sábio é escutar seu rei ! Afinal, ele não lembra de você!
Fênix vermelha – Como ele poderia ter me esquecido!?
Imperador do céu – Ele fez a escolha dele, ele decidiu tomar do Rio do esquecimento e nunca mais lembrar de você!
Fênix vermelha – Ele não faria isso !
Imperador do céu – Ele apenas enxergou que o que tinha entre vocês era uma loucura!
Fênix vermelha – Eu quero o ver! Eu quero o ver ! Eu não acredito em vocês!
Imperador do céu – Mande o terceiro príncipe entrar.

Então a entrada do terceiro príncipe foi anunciada. De frente para a princesa Fênix ele ficou, e lhe foi perguntado se ele lembrará dela, entretanto, sua resposta foi dolorosa em nenhum momento ele lembrará dela. Suas lágrimas começam a rolar em seu rosto, então ele as secou e pediu perdão, pois em seu coração sentia dor mas não havia lembranças dela. Sua última esperança foi sacar seu arco, então ela perguntou se ele lembrará deste arco e ele disse que sim. E que havia perdido o arco, sua mãe havia o dado no dia em que foi posto de castigo, por não cumprir suas missões e por não saber qual cargo nos Céus teria, pois era jovem e sem muita apetite por poder e sim por caça e boa comida, também era apreciador de bons vinhos. Então sua mãe lhe deu este arco, e lhe disse que um bom homem humano sempre caça e na caça ele põe força e emoção e nisto tudo seus sentimentos mais íntimos são mostrados e por este arco se tornou um grande príncipe e general. Ele não era um homem humano, mas seu coração era e que através das flechas da emoção, encontraria paz e sabedoria. Desde aquele dia, ele havia se tornado forte e sábio. A princesa então se conformou com muita dor que ele não o mais pertencia, ao ver a nova amada de seu amado entrar enxugou as lágrimas e sorriu estendeu a mão com arco para lhe devolver. Então o príncipe lhe disse que se havia a conhecido antes e se aquele arco estava com ela, então deveria ficar com ela, pois ele sabia que apenas daria algo assim a alguém de muita confiança e que jamais ele perderia, pois estava guardado em sua alma. Então, ela disse “amigos” e ele confirmou “Sim, talvez tivéssemos sido bons amigos quando passei pela minha penitência humana. Eu esqueci de tudo que vivi no passado e hoje estou casado escrevendo novas histórias e refazendo poucas memórias de minha infância!”
A alma da jovem Fênix vermelha, se desfez em pedaços então ela disse “Somente bons amigos!” Ele sem compreender o que estava acontecendo a abraçou e lhe pediu perdão por não conseguir se lembrar dela e lhe disse que ela deveria ser alguém especial, mas que o passado era apenas o passado e como ele havia escrito novas histórias, ela também deveria. A princesa então lhe disse que não precisava de sua pena virou suas costas e saiu. Mesmo que demonstrasse ter em si força, se fosse disparar suas flechas iriam sair flechas de dor e medo. O medo ? O medo era a solidão que cercava todo seu coração.

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