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Flechas do Medo

Amargura – 2/2

A princesa com seu coração em pedaços, partiu ao penhasco mais alto que poderia encontrar. Seu único objetivo era acabar com toda a dor estava em seu peito, sacou em suas mãos o arco das emoções e apontou para seu coração. Em seus pensamentos uma única flecha com seus sentimentos mais profundos, poderia acabar com a dor que lhe afligia. Quando então em seu peito disparou a flecha, com convicção que tudo iria acabar, seu General mais fiel, seu escudeiro desde a infância apareceu e lhe resgatou. A puxou pela mão e abraçou.
General Li – Como você ousa me deixar sozinho ?
Naquele exato momento, a princesa sentiu seu coração aquecido novamente e ela havia entendido que não era apenas lealdade que o general sentia, e sim amor. Mas era tarde de mais para ela retribuir todo este sentimento. Mas também naquele exato momento ela se arrependeu profundamente de não ter entregado seu coração ao general que tanto cuidou dela em silêncio. Ela apenas pediu em baixa voz e sem forças de para que ele a tirasse dali e a levasse onde ninguém poderia a encontrar. As pressas ele acatou a sua ordem e a levou, para um pequeno casebre no meio das montanhas onde fluía um rio no mundo mortal e as flores eram como as estrelas em grandes quantias. Já desmaiada e sem reação, ela não sabia onde estava mas em seu coração se sentia segura. Dias humanos se passaram, dias imortais também se passaram e inconsciente ela ainda se encontrava, nem o rei do Submundo, nem ninguém os encontrava. Mas no fundo o Rei do Submundo, sabia que sua filha segura estava. O General, tratou de suas feridas e também lhe deu metade de sua vida. Aos poucos, ela se recuperava até que acordou. Ao olhar tudo, apenas ficou em silêncio e o General que pouco sabia de cozinha, lhe preparava sempre sopa de batatas e galinha. Pelas manhãs, ela permitia que o Sol, tocasse seu rosto e que as flores a alcançassem. Pela noite, ele tocava flauta, ele sabia que isso a acalmava. Mesmo que ela demonstrasse paz, na verdade a princesa ainda se encontrava em caos. Então chegou o dia em que sua bolsa estourou, o bebê que ela carregava estava para nascer. O General, sozinho lhe fez o parto e ali nasceu o fruto de seu amor perdido, o amor que a consumiu, mas também a matou de todas as formas. Então o general pegou a pequena bebê de olhos castanhos escuros, e cabelos negros, cujo tinha uma marca do dragão em suas costas. Ao olhar a criança a princesa vou seu amado, sorriu e lhe deu o nome de Huá’er, seu nome foi dado por flor, já que as flores nasciam com alta formosura e também morriam e assim havia sido o amor de sua mãe e seu pai. Ela então nos olhos do general olhou fixamente e lhe pediu perdão por não poder retribuir todo amor que ele tinha a dado e que se arrependia profundamente de nunca ter lhe reparado. Ele sorriu e disse que o passado não importava e ali cuidaria da jovem Huá’er e dela, como esposa e filha. Ela pegou sua mão tocou no rosto do general e sorriu e assim lhe disse “ Me sinto em paz por saber que cuidará da minha filha como sua, peço perdão por não poder retribuir seu profundo amor por nós!” Ele retrucou ao dizer que ela não deveria falar isto, mas ela insistiu em falar que sua doença, era de amor e que nada poderia mudar isto. Então ela sacou de sua alma, sua espada e seu arco e deixou o selo do exército para sua filha. Ele se pois a chorar, um general com as lágrimas a rolar, está cena era marcante e sua alma ali se despedaçava em ver sua grande amada partir. Suas últimas palavras foram “Cuide dela, não permita que ela sofra! Não permita que ela tenha esta doença chamada amor! Entregue esta espada a ela, no tempo certo! Quando ela se desabrochar e se tornar uma linda flor!” Assim a princesa morreu deixando sua herdeira. O general então selou o local, e ali fez o santuário da princesa. Ele também selou a para que na hora certa as entregassem a princesa, a única coisa que ele permitiu que ela tivesse desde pequena era o arco, pois mesmo que seu ódio pelos céus fosse grande, saberia ele os sentimentos da jovem quando usasse das flechas que ele julgava ser de tormenta. Ele apenas queria que ela sorrisse e jamais experimentasse da dor… mas como em toda história, isso jamais poderia acontecer. Então o general Li decidiu voltar ao Submundo, e criar a pequena Huá’er, para que ela jamais soubesse o que era a dor do amor entre um anjo é um demônio. O Rei do Submundo ao saber de tudo, tomou o decreto e ali, nascia a ordem para a conquista do trono. Como acordou com o imperador, fez com que todos os súditos tomasse do Rio do esquecimento, mal eles sabiam que o general não o tomou e sim os enganou.

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